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Tuesday, January 21, 2014

O que andamos a comer? | What have we been eating?

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Depois de ver este pequeno excerto do documentário Samsara, fico a pensar nas escolhas que fazemos na hora de comprar os ingredientes para mais uma refeição. Numa altura em que o preço é, na maioria das vezes, o factor decisivo na hora da compra, o que andamos a comer??

Esta nossa necessidade de comprar mais barato tem mudado a maneira como os nossos alimentos são produzidos, transformando a agricultura e a pecuária em indústrias, que querem produzir em grande quantidade com o mínimo custo, sem olhar aos meios para atingirem os seus fins. Para isso trocamos mão de obra por químicos, fechamos os animais em gaiolas onde não se movem, injectamos-lhes hormonas para produzirem mais, alimentamo-los com rações repletas de químicos para engordarem mais rápido.
Tudo isto sem o mínimo respeito pelos animais e pela terra, tudo isto para nós, consumidores, possamos comprar mais barato...

No fim pergunto-me novamente o que andamos a comer?
Abro o frigorífico e tiro um ovo, lembro-me que aquele código que está escrito no ovo me podia dizer como este tinha sido produzido. Pesquisei um bocado e eis que, descubro que aquele ovo é de galinhas criadas em gaiolas...



Isso significa que tenho que mudar os meus hábitos de consumo e vai começar já pelos ovos.

A partir de agora só entram cá em casa ovos de código 1 (ovos de produção biológica) e 2 (ovos de galinhas criadas ao ar livre)! 

Comecem hoje também!
Aqui fica uma breve explicação dos códigos dos ovos:


Podem ler mais sobre como escolher os vossos ovos  neste link:
http://quintadasmogas.blogspot.pt/2011/03/saber-ler-um-ovo.html


Friday, June 21, 2013

Restaurantes em Lisboa até 12€ | Eating in lisbon for 12€

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Não tenho tido muito tempo para o blog, mas hoje gostava de começar uma rubrica onde vos deixo uma sugestão de um restaurante, em Lisboa, por menos de 12€.

Já devo ter passado pela Casa da Índia milhares de vezes. Já parei lá para comer um prego ou uma sopa apressados, mas no outro dia fui lá jantar com a M com mais tempo. Apetecia-nos petiscar, mas em modo económico e a Casa da Índia veio a revelar-se o sítio certo.

fotografia retirada de http://mickeyashmoreistanbul.blogspot.pt/2011/06/casa-da-india-lisbon-portugal.html

A Casa da Índia fica junto ao Largo Camões, é uma tasca daquelas de azulejos e inox, balcão corrido e várias mesas seguidas para aproveitar o máximo de lugares possíveis. Na montra está a grelha, comandada desde que me lembro, por um senhor com um bigode tão preto como o carvão, mas que hoje em dia já começa a ficar cizento, não sei se das cinzas, se da idade.
Ao entrar vemos as mesas cheias, metade turistas, metade locais, vizinhos,artistas e gente que por ali trabalha. Damos as boas noites e sentamo-nos, nos dois unicos lugares vazios no balcão de inox.
A agitação é muita, estão no lodo, e tardam em servir-nos, mas quando somos atendidos a espera é compensada pela simpatia de quem, atrás do balcão, corre para dar conta do serviço.

Começamos por comer um tabuleiro de camarão bem cozido, cheio de sal grosso por cima e duas cervejinhas para matar a sede. Queríamos ameijoas, mas a turistada já as tinha comido todas, tivemos que optar pelo berbigão e lamejinhas que estavam fresquinhas e bem confeccionadas, mas ainda com alguma areia. Para a sobremesa pedimos, cada um, um prego cheio de alho e mais uma cerveja.

Embora o serviço seja uma confusão e o espaço seja uma tasca a simpatia e o preço/qualidade da refeição compensam e é com gosto que recomendo a Casa da Índia!
O jantar custou-nos 10€ por pessoa, como poderão perceber está muito longe de ser a melhor refeição de Lisboa mas para uma pesticada barata valeu muito a pena! Experimentem e digam qualquer coisa!

Wednesday, May 29, 2013

O porto é trendy por natureza | Oporto is trendy by nature

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Há umas semanas fui ao Porto para um workshop de  fotografia e food styling, organizado pela Workshops Pop Up e a Joana do blog Le Passe Vite. Para além deste workshop magnífico, houve ainda oportunidade para re-conhecer o Porto. 

Embora a estadia tenha sido demasiado curta, foi o suficiente para reacender a paixão por esta cidade que é trendy por natureza. São as lojas, as pessoas, os restaurantes, a paisagem, as peixeiras,as ruelas, tudo é encantador, sobretudo as pessoas! 

Vê-se uma cidade cheia de vida, há gente na rua, arte a cada canto, feiras e mercados.
Ao final de tarde cruzamo-nos com ciclistas, hipsters, estudantes de capa negra, turistas, malta jovem, malta velha uns bebem um fino, outros cimbalino e até um cálice de porto. 
Na hora de partir o viajante ressente-se da curta estadia, percebe que precisaria de um milagre da multiplicação do tempo para ver o tanto que ficou para ver . Na despedida fica a promessa de voltar e segue de coração cheio apaixonado por uma cidade que não é a sua.


6 coisas a fazer:

1. Visita o Mercado de Matosinhos- Muito peixe, bons tremoços e azeitonas, fruta, legumes e flores. Se quiserem comprar galinhas, coelhos e pintos este mercado também os tem!

2. Vai às compras ao comércio tradicional de Matosinhos- Vão encontrar várias mercearias à antiga com grão e feijão a peso uma infinidade de conservas, vinhos do porto, frutos secos, alheiras. Tudo num look vintage que nos transporta rapidamente aos anos 80.

3. Participa num Workshop pop up- Todas as semanas há workshops diferentes, em espaços desocupados da cidade do Porto. Aproveite!

4. Come uma sandes de pernil no Guedes! - Demasiado boa para ser descrita, aconselho apenas que acompanhem com vinho da casa. (a bonita fotografia da sandes é do Porto Sweet Home um fantástico guia do Porto feito por locais)

5. Bebe um porto!

6. Aproveita o pôr-do-sol junto ao rio! Numa das esplanadas em volta da ponte Dom Luís, seja no Porto ou em Gaia, certamente vai deixá-lo feliz!


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